domingo, 3 de maio de 2015

EIXO V: Estética e Filosofia da Arte

O eixo de Estética e Filosofia da Arte terá como foco a atitude problematizadora e investigativa, atitude esta que deverá ser despertada nos alunos egressos através dos múltiplos enfoques, temáticas e conceitos abordados pelas concepções de Filosofia da Arte e Estética desde a Antiguidade até nossos dias. No entanto, imprescindível não perder de vista que, aos conceitos e saberes da tradição filosófica ocidental devemos realizar uma profícua integração com o pensamento africano, afro-diásporico e afro-brasileiro, mantendo uma escuta sensível com relação às manifestações artísticas, conceituais e culturais num viés crítico-reflexivo e experimental, proporcionando ao aluno egresso diversidades de possibilidades educativas num contexto de ação, reflexão e produção. Partindo dessa perspectiva, teremos como eixo norteadoras diretrizes gerais da UNILAB quando estas, afirmam o compromisso com a promoção do ensino da pesquisa e da extensão comunitária através da relação entre saberes construídos nas práticas sociais, culturais e políticas e na integração internacional da CPLP. 

O eixo deverá manter-se afinado com as inúmeras manifestações contemporâneas da arte, onde as questões da estética mantêm estreita relação com as questões éticas e políticas. Indispensável às diretrizes conceituais do eixo apropriar-se de um viés que extrapole as abordagens exclusivamente abstratas e idealistas, investindo no propósito de interagir competências conceituais aos experimentos sensíveis do universo artístico, incorporando sensibilidade, percepção, reflexão e imaginação ao tripé ensino, pesquisa e extensão. 

O mundo concreto das composições artísticas tem cada vez mais manifestado abordagens estéticas numa perspectiva transdisciplinar, diluindo as fronteiras que antes delimitavam rigidamente o campo específico de cada gênero artístico. Partindo desse horizonte de sentidos, faz-se indispensável vincular aspectos teórico-conceituais à dimensão histórica e seu ambiente socioeconômico e político. 

Importante aqui ressaltar que na construção da formação do aluno do curso de filosofia é imprescindível que para além de uma História da Estética sejam criados ambientes de aprendizagem que possam fomentar o florescimento do imaginário e o aguçar da sensibilidade em relação à dinâmica do espaço social/comunitário/urbano. Ao saber histórico, o estudante pesquisador deve integrar o saber da corporeidade, este que mantém indissociável a relação entre corpo, mente e mundo, entre intelecto e sensações, entre pensar e experimentar.

REFERÊNCIAS( sugestões)

ALDRICH, Virgil C. Filosofia da Arte. Ed. Zahar.
ARGAN, Giulio Carlo. A arte moderna na Europa. Tradução de Lorenzo Mammì. Companhia das Letras.
AUMONT, Jacques A Estética do Filme. Campinas: Papirus, 1995.
BENJAMIN, W. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: COSTA LIMA, L.
(org.). Teoria da cultura de massa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
BAYER, Raymond. História da estética. Tradução de José Saramago. : Estampa.
(PRADO JR., Bento. Ética e estética: uma visão neoliberal do juízo degosto. São Paulo: SESC, 2001, p. 2). Disponível em: http://www.sescsp.org.br/sesc/conferencias/subindex.cfm?Referencia=2919&ID=100&Para
mEnd=6&autor=135
COHEN, Ana Paula (Coord.). Panorama da Arte Brasileira 2001. Catálogo. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM, 2001.
COCHOFEL, João José. Iniciação Estética. Publicaçòes Europa-América.
DANTO, Arthur C. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da arte. Tradução de Saulo Krieger. EDUSP/Odysseus.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é filosofia? Editora 34.
DELEUZE, Gilles . Crítica e clínica. Ed. Editora 34.
DUFRENNE, Mikel. Estética e filosofia. Tradução de Roberto Figurelli. : Perspectiva.
ECO, Umberto. A Definição da Arte. Edições 70.
 LEVI-STRAUSS, C. Arte, lenguaje y etnología. Entrevistas de George Charboner. México:SigloVeintiuno, 1969.
LOUBET, Maria Seabra. Estudos de Estética. Editora Unicamp, 1993.
MUNARI, Bruno. Dsign e Comunicação Visual. Lisboa: Capa e Edições, 1970.
NIETZSCHE, Friedrich W. O Nascimento da Tragédia, Ed. Companhia das Letras.
MINK, Janis. Marcel Duchamp. A Arte como Contra-Arte. Germany: Taschen, 2000.RANCIÈRE, Jacques, A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: Editora 34, 2005
SONTAG, Susan. Sobre Fotografia. Ed. Companhia das Letras.

ODU DE COMPARTILHAMENTO: Lugares / sites interessantes para se visitar ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores Negr@s): http://www.abpn.org.br/ A cor da cultura: http://www.acordacultura.org.br/ África na Escola: http://rerida.blogspot.com.br/2011/09/palavras-de-origem-africana.html Blog Escrevivência: http://escrevivencia.wordpress.com/ Blog Cine Áfricana: http://cine-africa.blogspot.com.br/ Correio Nagô: http://correionago.ning.com/ Fundação Cultural Palmares: http://www.palmares.gov.br/ Poesia Africana: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_africana/poesia_africana.html Portal Áfricas: http://www.portalafricas.com.br/ Portal Geledes: http://www.geledes.org.br/ Portas Curtas Petrobrás: http://portacurtas.org.br/ Revista Sankofa: https://sites.google.com/site/revistasankofa/ Revista África e Africanidades: http://www.africaeafricanidades.com/

2 comentários:

  1. Sugestão da Rosa:
    OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    - Promover a criação de espaços educacionais que dialoguem criticamente com as realidades locais, incentivando os alunos egressos a realização de práticas em ensino, pesquisa e extensão comunitária voltada aos contextos sociais, políticos e artístico-culturais do entorno da universidade.
    - Propiciar uma ambiência educacional onde as produções artístico-culturais mantenham um diálogo profícuo com a dimensão conceitual filosófica num viés ético-político interdisciplinar e multidisciplinar contextualizados numa relação entre Brasil/África/mundo.

    ResponderExcluir
  2. Seguindo o discutido hoje:

    Sugestão: Os Quatro Espaços de Extensão [um modelo de orientação para a extensão, tomando a proposta de esclarecer e demarcar a extensão no PPC como uma estrutura norteadora]
    As atividades de extensão compõem uma intensa e necessária relação entre o conceitual e o prático. O curso propõe, assim, um conjunto de opções para a realização e o incentivo dessas atividades na forma de quatro espaços de extensão. Os espaços de extensão apresentam uma referência conceitual para a realização deste aspecto formativo, pontuando, em cada eixo, iniciativas possíveis e indicações transversais para a aplicação de projetos, programas e cursos. Os espaços são recomendações e modelos para a promoção da participação docente e discente e têm como base as indicações gerais do curso e a base reflexiva de cada eixo.

    Modelo Conceitual:

    1) O Espaço de Integração
    Desenvolver atividades ligadas a reflexão sobre o geográfico, o corpórico e o local na filosofia, pensando a comunidade e as atividades integrativas entre universidade e sociedade civil dos países da CPLP. O objetivo é ortalecer as relações entre apropriação, fruição e compreensão da arte como fenômeno de sentidos sociais e individuais, atrelado aos expedientes de uma filosofia do sensível; dialogando, junto aos estudantes acerca das possibilidades e necessidades da estética como campo.

    2) O Espaço da Formação de Professores
    Ampliar as relações entre a formação conceitual e a prática de sala de aula, articulando a extensão escolar, os projetos educacionais alternativos e a dedicação a uma estética como ferramenta de diálogo dentro e fora da sala de aula.
    3) O Espaço Interdisciplinar e Transversalidade
    Abrigará projetos, programas e cursos que atuem sobre a reflexão conceitual inter, trans e extradisciplinares. O propósito deste aspecto de extensão é promover as rupturas classificatórias e estimular um trânsito entre as filosofias diversas para além das marcas acadêmicas. As atividades deste espaço envolveriam assim, a formação integrada a um viés comparativo entre diferentes escolas da filosofia, afinando as ferramentas analíticas para a compreensão da realidade da arte e da relação entre pensamento, linguagem e prática na estética.

    4) O Espaço Crítico Sócio-cultural
    Envolve práticas extensionistas voltadas para a construção da crítica histórica, social e política. Integrará, dessa forma, iniciativas que abordem movimentos sociais, questões comunitárias e problemáticas culturais nos espaços lusófonos. Objetiva assim, pensar a arte sob o prisma do político, das relações de poder e das construções ideológicas, compreendendo suas articulações entre os agentes sociais e suas experiências cogntivias e seu contexto de imaginários.

    ResponderExcluir